BBB20: Pyong Lee é investigado pela Polícia Civil, após acusações de assédio sexual em programa; saiba os detalhes

Pyong Lee também entrou no alvo das autoridades brasileiras. Depois do inquérito de importunação sexual para investigar Petrix e os comentários sobre zoofilia de Mari e Felipe, que estão sendo apurados pelo Ministério Público, a Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou hoje (11) que irá avaliar a postura do hipnólogo na última festa do reality.

Na ocasião, o brother apalpou Flayslane e tentou beijar Marcela à força, o que foi considerado assédio sexual pelo público. “De acordo com informações da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, foi realizado um registro para apurar os fatos veiculados na mídia”, disseram na nota enviada para a imprensa.

Em entrevista para o Extra, a delegada Catarina Noble explicou que a repercussão negativa do público com as cenas foi o principal motivo para eles iniciarem o caso. “Nós tomamos conhecimento por meio das redes sociais e da TV de que o Pyong teria tido atitudes durante a última festa que aconteceu dentro do reality que podem ser consideradas como assédio sexual. Não estou afirmando que isso aconteceu, mas vamos apurar tudo. Esse tipo de comportamento de alisar as moças sem o consentimento delas deve ser combatido dentro e fora do programa”, falou.

Marcela e Flayslane, que já conversaram com a produção do programa e afirmaram que não houve assédio, também precisarão prestar depoimento quando saírem do confinamento. “Nós entendemos que essa espera para ouvir tanto o Pyong como as moças envolvidas não afetará a investigação. Imagino que no prazo de três meses, que é o tempo de terminar o programa, todos sejam ouvidos e a investigação seja concluída”, afirmou Noble.

Anteriormente, ao ser questionada por Lee se tinha ficado ofendida com a situação, Marcela amenizou: “Baby, você não tem que pedir desculpas de nada. Para mim está de boa, real. Dei risada só”. No jogo, além da advertência, o brother teve todas suas estalecas zeradas.

A delegada aproveitou a entrevista ao jornal para fazer um apelo às mulheres: “Quando um homem passa as mãos ou as partes íntimas dele em uma outra mulher, sem que ela tenha consentido, ele pode ser enquadrado na lei de assédio sexual. Com pena prevista de 1 a 5 anos de prisão”. 

Procura pelo veículo, a assessoria do mágico afirmou que não há o que temer, já que o confinamento mostra que está tudo bem entre seu cliente e as duas sisters. “Soubemos do inquérito através da matéria, mas estamos convencidos de que todas as pessoas envolvidas com a suposta situação já deixaram claro que não se sentiram incomodadas, além da relação entre eles ter continuado em amizade e muito positiva. Caso a instauração de inquérito se confirme, acreditamos que chegarão a essa mesma conclusão”, falaram.

Caso semelhante aconteceu na mesma edição

Internautas acusaram Petrix de ter assediado participantes do programa. A hashtag “#PetrixExpulso” chegou a ficar dias entre os assuntos mais comentados das redes sociais. A TV Globo, entretanto, decidiu pela permanência do rapaz. O primeiro caso a gerar revolta aconteceu no dia 24, quando Barbosa, durante uma das festas do reality, segurou, apertou e balançou os seios da influenciadora Bianca Andrade. Na ocasião, chamada ao confessionário, a moça negou ter se sentido desconfortável com o comportamento do atleta.

Na semana seguinte, na madrugada de quinta-feira (30), Petrix voltou a ser criticado, dessa vez, por esfregar as próprias partes íntimas na cabeça de Flayslane. No mesmo dia, ele foi advertido pela produção no confessionário da casa, e pediu desculpas à participante. “Desculpa Brasil se eu dancei demais, se eu rebolei demais, se eu brinquei demais. Tudo brincadeira, tudo um jogo, um personagem na noite. Eu gosto de brincar, me divertir e dançar”, também alegou ele, falando sozinho.

Numa das acusações mais recentes, Petrix aparece esfregando o órgão genital sobre a cabeça de Flayslane. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Ainda na quinta-feira, o apresentador do reality tratou do assunto de forma breve e afirmou que “o Big Brother espera que essa advertência tenha efeito para que a gente preserve a boa convivência na casa”.

No dia seguinte, aconteceu a instauração do inquérito. A OAB Mulher RJ também publicou uma nota de repúdio. “[As participantes] são completamente coisificadas e ofendidas, como também sofrem contatos físicos que podem ser interpretados como de cunho sexual. É extremamente preocupante que comportamentos como esses sejam veiculados em rede nacional de forma naturalizada. Eles refletem a violência com que as mulheres são tratadas diariamente em nosso país e podem acabar estimulando a perpetuação desse tipo de conduta pela sociedade”, apontou o texto.