Drauzio Varella mostra como é a vida de detentas trans e emociona telespectadores com abraço em mulher que não recebe visitas há oito anos; Assista

Emocionante! Em uma reportagem especial apresentada no “Fantástico” desse domingo (01), Dr. Drauzio Varella mostrou a dura vida que algumas mulheres trans levam nas prisões masculinas do Brasil. A matéria foi feita no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo.

Uma das entrevistadas pelo médico foi Susy de Oliveira Santos, detenta de 30 anos de idade, portadora do vírus HIV. Drauzio se solidarizou com a história da presidiária, que não recebe visitas de parentes ou amigos há oito anos. “Solidão, né, minha filha”, constatou o médico. “Bastante… Bastante”, concordou Susy, com os olhos marejados.

Comovido, o doutor deu um abraço carinhoso na moça. O gesto simples, se tornou ao mesmo tempo, extremamente simbólico contra o preconceito e a desumanização de certos grupos em nossa sociedade. O momento comoveu internautas, que parabenizaram Drauzio pela empatia. Seu nome foi um dos assuntos mais comentados na noite passada e seguiu em primeiro lugar nos Trending Topics do Twitter durante essa manhã. Assista (10:17):

Encarcerada, Susy também comentou a respeito da dificuldade de uma transexual conseguir itens básicos para viver com alguma mínima dignidade por trás das grades. “Na cadeia você é obrigada a se prostituir por uma pasta de dente, um sabonete, um prato de comida”, explicou. Hoje, ela trabalha como operária na produção de componentes de borracha no presídio.

Em outro trecho da entrevista, Drauzio conversou com duas presidiárias, Lolla Ferreira, 35, e Thais Pereira, 29. Ambas disseram ter encontrado mais respeito dentro da prisão do que fora dela. A soltura de Lolla, inclusive, foi documentada. Maquiada por trás das grades, a ex-detenta adotou as roupas masculinas mais uma vez, por medo do preconceito.

Continua depois da Publicidade

A pintura no rosto, inclusive, também mudou. “Você sente que as pessoas não estão te acolhendo como deveriam. Elas acham que você não pode sair, não merece uma oportunidade de emprego, que você não merece trabalhar, mudar de vida… o negócio é trabalhar pra você mesmo. Arrumei uma fantasia de palhaço e falei ‘vou vender água no farol'”, finalizou Ferreira.

A reportagem de extrema sensibilidade comoveu o público, que rasgou elogios ao autor de “Estação Carandiru”. Tem gente até se mobilizando pra enviar cartinhas para Susy! Veja alguns dos comentários abaixo: