Síndico preso por matar corretora em GO se pronuncia e faz comentário sobre o filho; assista

Cléber Rosa de Oliveira e o filho foram levados para Delegacia de Homicídios e transferidos para a Delegacia de Capturas

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, afirmou que o filho, Maicon Douglas de Oliveira, não tem relação com o crime. Os dois estão presos temporariamente e são investigados pela polícia.

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, que confessou ter matado a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, afirmou que o filho, Maicon Douglas de Oliveira, não tem relação com o crime. Os dois foram presos temporariamente em Caldas Novas, no sul de Goiás. Segundo o g1, a polícia suspeita que Maicon tenha obstruído a investigação.

“Quero falar que o meu filho não tem nada a ver com isso”, declarou o síndico, nesta quarta-feira (28), ao chegar na central de delegacias especializadas, em Goiânia.

À TV Anhanguera, o advogado de Cléber, Felipe Borges de Alencar, se pronunciou sobre o caso. “Primeiramente, nós não tivemos acesso aos autos. Eu conversei com ele, obviamente é uma situação difícil, mas a postura colaborativa da defesa vai passar pela audiência de custódia normalmente”, informou.

Segundo o advogado, uma nota deverá ser emitida em breve. [Cléber] ainda vai ser ouvido, formalmente. Nós aguardamos essas informações para, posteriormente, emitir uma nota”, concluiu. Até o momento, a defesa de Maicon não se manifestou.

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Apesar de Cléber dizer que o filho é inocente, a polícia informou que Maicon deu um celular novo ao pai. A ação poderia ser uma forma de tentar ocultar provas em uma possível apreensão do telefone. “A prisão foi solicitada, em primeiro momento, para que a gente pudesse entender se essa participação já acontecia desde a prática desse homicídio ou se só aconteceu depois que o crime ocorreu”, explicou o delegado André Luiz.

Cléber é suspeito do crime de homicídio e ocultação de cadáver, enquanto a polícia investiga se Maicon auxiliou o pai na obstrução das investigações. Depois de detidos, os dois foram levados para a Delegacia de Homicídios e transferidos para a Delegacia de Capturas. Segundo a Polícia Civil, eles devem devem ficar no local pelos próximos 30 dias, com possibilidade de prorrogação. Além disso, o porteiro do prédio foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos.

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Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025, quando desceu ao subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas. Ela e o síndico tinham um histórico de brigas e processos na Justiça. Os suspeitos só foram presos na madrugada de quarta-feira (28), no prédio onde moravam.

Em depoimento, Cléber confessou o crime e revelou que o corpo da corretora foi abandonado em uma área de mata às margens de uma estrada, também em Caldas Novas. Ele chegou a levar os policiais até o local. Conforme as autoridades, o corpo da vítima já estava em avançado estado de decomposição.

Corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas e já em avançado estado de decomposição. (Foto: Reprodução/g1)

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A suspeita é que o veículo de Maicon foi usado para levar o corpo de Daiane. De acordo com a Folha de S. Paulo, imagens de câmeras de segurança mostraram que o carro aparece em direção ao local do crime com a capota fechada. Ele só retorna 48 minutos depois, com a capota aberta. Uma perícia chegou a ser feita no veículo, mas não foram encontrados vestígios. Para a polícia, o síndico é a única pessoa a ter motivações e meios para cometer o crime

Os investigadores ainda dizem acreditar que a morte da corretora aconteceu em um período de oito minutos, dentro do prédio. Esse é, inclusive, o intervalo em que ela desce ao subsolo até o momento em que um terceiro usa o elevador para ir ao mesmo andar. Em depoimento, essa respectiva pessoa relatou não ter visto nada de incomum.

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Por ora, especula-se que a principal motivação teria sido o histórico de desavenças entre Daiane e Cléber. Elas teriam começado quando a corretora se mudou para o edifício e passou a administrar os seis apartamentos que pertencem à família, geridos anteriormente pelo suspeito.

O Instituto Médico Legal (IML) recolheu o corpo de Daiane e o levou para Goiânia, onde a perícia será feita. A Polícia Científica informou que o laudo da necropsia, que identifica a causa da morte, deve ficar pronto em 10 dias. Segundo a perita criminal Núbia Miranda, o cadáver será examinado por tomografia computadorizada, além de exame da arcada dentária, exame antropológico e o possível DNA.

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