Orelha: Pais estariam planejando enviar adolescente para a Austrália antes de internação, diz jornalista

Até o momento, os passaportes dos envolvidos não foram apreendidos

Os pais do adolescente apontado como responsável pela morte do cão Orelha estariam avaliando enviar o filho para a Austrália antes do cumprimento de uma medida judicial. A informação foi revelada por Patrícia Calderon.

Os pais do adolescente responsável pela morte do cãozinho Orelha supostamente estariam pensando em enviar o filho para a Austrália. Nesta quinta-feira (5), a jornalista Patrícia Calderon, do portal LeoDias, revelou que a ideia seria encaminhar o menor para a casa de um tio que mora no país antes que a ordem de internação seja executada.

Segundo a jornalista, a família avalia a Austrália por conta da agilidade na liberação de vistos, especialmente aqueles vinculados a cursos de intercâmbio, o que permitiria a viagem antes do cumprimento da medida judicial já solicitada. Até o momento, os passaportes dos envolvidos não foram apreendidos pela polícia.

De acordo com a apuração, os pais do menor são proprietários de uma grande empresa de contabilidade, o que facilitaria a apresentação de documentos financeiros exigidos pelas autoridades estrangeiras. Patrícia ainda relatou que o adolescente e outros jovens envolvidos no caso estariam deixando as escolas onde estudavam devido à pressão da sociedade.

Durante o programa, a jornalista também apontou a conduta da mãe da menina que acompanhava o adolescente. Ela é advogada e teria se infiltrado em grupos de moradores e em manifestações para mapear o cenário e estruturar a defesa da filha: “Ela teve todo esse tempo para poder entender de que forma que ela iria formatar a defesa”.

Orelha ficava em uma das três casinhas de Praia Brava (Foto: Reprodução/NSC TV)

Por fim, o programa também discutiu a saída da primeira juíza responsável pelo caso, que só se declarou impedida uma semana após o início das investigações, ao alegar vínculo pessoal com a família de um dos adolescentes.

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Assista à reportagem:

Relembre o caso

As agressões ao cão ocorreram no dia 4 de janeiro, mas o caso só foi comunicado à Polícia Civil no dia 16. Orelha foi encontrado por moradores da região ferido e em estado de sofrimento. Ele foi recolhido e encaminhado a uma clínica veterinária, e, no dia seguinte, precisou passar por eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. O laudo da Polícia Científica mostrou que Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa. Saiba detalhes clicando aqui.

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