O caso do cão Orelha segue ganhando novas atualizações nesta quarta-feira (5). O porteiro envolvido no episódio fez uma série de declarações nas quais relata as consequências pessoais e profissionais após a repercussão do crime. Em entrevista à repórter Patrícia Calderón, do portal LeoDias, o funcionário afirmou que tem medo de que os adolescentes não sejam responsabilizados.
Além disso, o porteiro também declarou que está receoso de que ele mesmo possa sofrer um processo judicial. “Não tem vídeo nenhum e quem me conhece sabe que se eu visse era o primeiro a falar e não ia permitir que batessem no animal. Agora tenho uma pergunta. Cadê os outros porteiros que a empresa ORSEGUPS está coagindo?”, iniciou o funcionário.
Em seguida, a jornalista questiona se a empresa de segurança tem feito coerção a mando de alguém. “Mas a Justiça do trabalho vai cuidar dela”, afirmou ele. A repórter pergunta se isso foi feito a mando dos pais dos adolescentes, ao que o porteiro diz: “Só ela pode responder isso”.
“Já está tudo encaminhado. O advogado está cuidando de tudo”, acrescentou. O porteiro ainda falou que não é contratado pela empresa, mas sim diretamente pelo condomínio. “Fui um dos últimos que restaram. Agora ficou o zelador só. O resto é da empresa”, explicou.
Relembre o caso
As agressões ao cão ocorreram no dia 4 de janeiro, mas o caso só foi comunicado à Polícia Civil no dia 16. Orelha foi encontrado por moradores da região ferido e em estado de sofrimento. Ele foi recolhido e encaminhado a uma clínica veterinária, e, no dia seguinte, precisou passar por eutanásia em razão da gravidade dos ferimentos. O laudo da Polícia Científica mostrou que Orelha levou um golpe forte na cabeça, possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma garrafa. Saiba detalhes clicando aqui.
