Uma segunda vítima denunciou ter sido estuprada por, pelo menos, dois integrantes do mesmo grupo investigado pelo estupro coletivo contra uma adolescente, de 17 anos, no Rio de Janeiro. O novo depoimento foi prestado nesta segunda-feira (2), após o delegado Ângelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), pedir que outras jovens façam denúncias sobre os foragidos.
De acordo com a TV Globo, que teve acesso à nova declaração, a menina tinha 14 anos na época dos fatos. Hoje com 17, ela disse aos investigadores que mantinha um relacionamento com o único menor de idade apontado no caso. Ele também é citado como participante do estupro coletivo já investigado.
O crime aconteceu em agosto de 2023. A jovem relatou que foi convidada a ir até a casa de Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos. Outros dois menores de idade participaram da violência sexual. Em depoimento, a adolescente disse que foi levada à residência através de um mototáxi, e coagida a entrar no quarto com o ex-companheiro.
Em um momento, os outros dois envolvidos forçaram a entrada no cômodo e a obrigaram a ficar no local, desferindo tapas, socos e chutes. O modus operandi foi o mesmo do caso que repercutiu nesta semana.
Ouça o relato:
Dois dos 5 réus por estupro coletivo são acusados de outro caso semelhante; menor tinha 14 anos https://t.co/olNwyVE1ix #g1 pic.twitter.com/zwKxaDon2y
— g1 (@g1) March 3, 2026
Na manhã desta terça-feira (3), Mattheus se entregou à polícia e foi preso. Ele chegou à delegacia conduzido por policiais, usando um boné e com a cabeça baixa. João Gabriel Xavier Berthô, de 19 anos, também se entregou no fim desta manhã.
Outros dois ainda continuam foragidos. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, ambos de 18 anos. O menor de idade que atraiu a vítima para o local do ocorrido também é investigado por ato infracional análogo ao crime.
Assista:
Foragido por estupro coletivo se entrega à polícia na manhã desta terça-feira (3). Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, compareceu com sua defesa à 12ª DP (Copacabana). Três ainda estão foragidos. #ConexãoGloboNews
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Desde o início das investigações, o delegado Ângelo Lajes vinha pedindo que possíveis outras vítimas dos suspeitos procurassem a delegacia para formalizar denúncia. Segundo a Polícia Civil, foi exatamente o que ocorreu com o surgimento do novo relato.
A Justiça do Rio de Janeiro também negou habeas corpus aos envolvidos. Segundo informações obtidas pela emissora, três dos quatro maiores de idade réus entraram com um recurso para suspender a prisão. O desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, indeferiu os pedidos.
O crime
Conforme o relatório final do inquérito produzido pela 12ª DP (Copacabana), a vítima foi convidada por um adolescente, colega de escola, para ir ao apartamento de um amigo dele. O menino teria pedido que a jovem levasse uma amiga, mas, como ela não conseguiu, foi sozinha. Os dois, inclusive, viveram um relacionamento entre 2023 e 2024, mas não se encontravam desde então. O crime ocorreu na noite de 31 de janeiro deste ano, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro. No entanto, só veio a público no sábado (28), quando a polícia indiciou os quatro jovens suspeitos.
No elevador, o jovem avisou que mais amigos estariam no local e sugeriu que fariam “algo diferente”, o que a vítima recusou. Já no apartamento, a vítima foi levada para um quarto e, enquanto mantinha relação sexual com o menino, os outros quatro rapazes entraram no cômodo.

De acordo com a vítima, após a insistência do adolescente, ela concordou que os amigos permanecessem no quarto, desde que não a tocassem. No entanto, como apontou o depoimento, os rapazes tiraram a roupa, passaram a beijá-la e apalpá-la, forçando-a a praticar sexo oral e sofrendo penetração por todos. Ela afirmou ainda que levou tapas, socos e um chute na região abdominal.
Em determinado momento, a vítima disse que tentou sair do quarto, mas foi impedida. Ela também relatou que, ao deixar o local, enviou um áudio ao irmão dizendo que acreditava ter sido estuprada. Depois, a adolescente contou o que havia ocorrido à avó e procurou a delegacia para registrar o caso.
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