Turista argentino é preso em flagrante após tirar fotos e dizer que levaria menino de 7 anos como escravo em MG; assista

Eduardo Ignacio, de 63 anos, é acusado de fotografar e filmar o menino antes de compartilhar as imagens com mensagens de teor racista

Um argentino de 63 anos foi preso em flagrante por suspeita de cometer racismo contra uma criança de 7 anos, em Minas Gerais. A Polícia Civil ainda informou que o turista filmou e fotografou a vítima. Os registros foram enviados em conversa com mensagens de teor racista.

Um argentino de 63 anos, identificado como Eduardo Ignacio, foi preso em flagrante por suspeita de cometer racismo contra uma criança de 7 anos. A ocorrência foi registrada após um passeio de Maria Fumaça, que faz o trajeto entre São João del-Rei e Tiradentes, em Minas Gerais, no domingo (24). Imagens ainda mostraram conversas do turista com outras pessoas, além do envio de fotos da vítima.

A família da criança havia embarcado por volta das 10h e fazia o passeio para comemorar o aniversário da mãe. Segundo a Polícia Civil, o argentino fotografou e filmou o menino dentro do trem turístico, sem autorização, e compartilhou as imagens com mensagens falando sobre a cor da pele do menino.

Em uma delas, Eduardo escreveu que poderia “levar [a criança] como escravo”. Na segunda, o homem disse que queria levar um escravo para cuidar das netas da pessoa com quem fazia contato. A outra pessoa respondeu, concordando com o argentino. A mãe do menino afirmou ter visto as mensagens no aparelho.

Eduardo foi contido por passageiros e funcionários até a chegada da Polícia Militar. Ele foi preso em flagrante pelo crime de injúria racial e encaminhado para o Presídio de São João del-Rei, onde permanece à disposição da Justiça. Nesta segunda (25), o argentino passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Mensagens enviadas pelo argentino com fotos da criança (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)
Conversa foi divulgada por reportagem de afiliada da TV Globo (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

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Como a família descobriu?

A situação foi descoberta após uma passageira alertar a mãe da criança de que o homem estava fotografando e filmando o menino. A mulher confrontou o suspeito. Ele, porém, negou as imagens e se recusou a mostrar o celular.

Conforme o relato, devido ao sotaque, ela teve dificuldade em entender a resposta do turista. Depois, Eduardo desbloqueou o aparelho, e a mãe conseguiu acessar o conteúdo. Ao verificar as mensagens, ela encontrou fotos e vídeos do filho acompanhados dos comentários racistas.

“Uma pessoa que eu não conheço me chamou, bateu no meu ombro e falou que esse moço estava tirando fotos do meu filho e falando coisas ofensivas, relacionadas a escravo. A todo momento, ele falava que era só uma brincadeirinha. Isso não é uma brincadeira, nunca foi”, lamentou a mãe, em entrevista à GloboNews.

Assista:

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Já ao g1, a mulher contou que logo reagiu ao perceber a situação, mas foi contida por outras pessoas para não agravar o confronto dentro do trem. “A gente se hospedou em São João Del Rei. A gente nunca tinha saído do Rio [de Janeiro]. E na hora em que aconteceu, o meu instinto de mãe parte para cima. Algumas pessoas me seguraram dentro do trem, alegando que era para eu não perder a razão”, relatou.

Ela também contou que o filho entendeu o ocorrido e ficou emocionalmente abalado. “Meu filho está muito assustado. Meu filho está literalmente constrangido com a situação, está quieto, não está legal. Eu vejo meu filho acuado, coagido, um olhar triste”, desabafou. A família continua em São João del-Rei e a mãe confirmou que pretende levar o caso adiante. “A gente vai até o fim porque isso não pode acontecer”, cravou.

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A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o celular do suspeito foi apreendido para análise. A investigação segue para apurar o conteúdo das mensagens e todas as circunstâncias do caso. Assista:

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