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Menina de 10 anos denuncia abusos sexuais do padrasto através de bilhete para motorista de van escolar: “Me ajuda”

Delegado responsável pelo caso deu detalhes sobre a investigação, e incentivou que outras vítimas desse tipo de crime se sintam segurar para denunciar

Na última terça-feira (10), a Polícia Civil foi acionada em uma escola de Chapecó, Santa Catarina, após uma criança de apenas 10 anos denunciar que era vítima de abusos sexuais do padrasto. De acordo com informações do UOL nesta sexta-feira, a vítima revelou o que estaria acontecendo em sua casa num bilhete entregue ao motorista do transporte escolar.

“Me ajuda, estou sofrendo abuso sexual do meu pai”, escreveu a garotinha. Apesar de ter citado o pai no texto, as autoridades relataram que o principal suspeito é o padrasto, de 55 anos de idade. O delegado responsável pelo caso, Éder Matte, explicou que logo depois de receber o bilhete, o motorista foi até a instituição de ensino relatar o ocorrido.

O Conselho Tutelar foi acionado, e em seguida a Polícia Civil, que prontamente colheu os depoimentos da mãe e da menina. “Fizemos outras diligências, perícia, laudo do IML, e na quarta-feira representei pela prisão preventiva, que foi cumprida ontem”, explicou o delegado. O suspeito nega a acusação feita. Os laudos confirmaram que a criança foi abusada.

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Pedido de ajuda foi entregue para motorista de van escolar. Foto: Reprodução

Matte relatou para a publicação que a família é humilde, a mãe trabalha como diarista e afirmou que não sabia do que estava acontecendo. “[Os abusos] aconteciam há cerca de 5 meses, sendo que o último foi na semana passada. A mãe trabalhava como diarista uma ou duas vezes por semana e eram nesses períodos, segundo a vítima, quando ocorriam os abusos”, explicou o delegado, acrescentando que a criança ainda estava morando com a mãe, que tem mais um filho, fruto do relacionamento com o suspeito.

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As autoridades adiantaram que as investigações devem ser concluídas até semana que vem. Éder Matte aproveitou para destacar que a forma utilizada pela vítima para fazer a denúncia deve ganhar atenção, justamente como uma forma para incentivar que outras crianças e adolescentes se sintam seguras para fazer o mesmo. “Muitas vezes, as pessoas não têm como ir até uma delegacia, tem vergonha ou principalmente um trauma. Às vezes a própria família não acredita e a lição que fica é essa: denunciar, para que o Conselho Tutelar, a polícia tome as providências necessárias”, declarou.