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Virginia Giuffre, fundadora da organização Victims Refuse Silence, revelou neste domingo (30) que está em estado grave após sofrer um acidente de trânsito. Em um post nas redes sociais, ela compartilhou uma foto de si mesma no hospital, com hematomas, e contou que os médicos diagnosticaram insuficiência renal, dando-lhe apenas quatro dias de vida. A mulher se tornou uma figura amplamente conhecida após acusar o príncipe Andrew de agressão sexual, em 2021.
“Este ano começou da pior maneira possível, mas não vou entediar ninguém com os detalhes. Acho importante mencionar que, quando um motorista de ônibus escolar vem na sua direção a 110 km/h enquanto estávamos diminuindo a velocidade para uma curva, não importa do que seu carro seja feito, ele pode muito bem ser uma lata de conserva”, relatou.
No post publicado no Instagram, Giuffre aparece deitada em uma cama de hospital, vestindo uma regata branca e com o rosto machucado. Apesar do quadro grave, ela afirmou estar “pronta para ir”, mas expressou o desejo de ver seus filhos uma última vez.
“Entrei em falência renal, me deram quatro dias de vida e estão me transferindo para um hospital especializado em urologia. Estou pronta para ir, só não antes de ver meus bebês uma última vez, mas você sabe o que dizem sobre desejos. Se tem algo que pode dar errado, vai dar errado. Obrigada a todos por serem pessoas maravilhosas e por fazerem parte da minha vida. Que Deus abençoe vocês”, concluiu.
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Em 2021, ela processou príncipe Andew por abuso sexual. Virginia alegou que ele a estuprou quando ela tinha 17 anos, como parte da rede de tráfico sexual do falecido Jeffrey Epstein. O caso foi resolvido fora dos tribunais em 2022, com um acordo que pode ter alcançado até US$ 12 milhões.
Relembre o caso
Virginia Giuffre abriu um processo contra o membro da realeza, afirmando que ele a agrediu sexualmente quando ela tinha 17 anos. A ABC News confirmou a informação, depois de consultar os registros do tribunal federal de Nova York. O processo foi aberto dois anos após a morte de Jeffrey Epstein, que aguardava julgamento em uma prisão da cidade norte-americana, após ter sido preso por um grande esquema de exploração sexual. “A vítima está empenhada em tentar evitar situações em que pessoas ricas e poderosas escapem de qualquer responsabilidade por suas ações”, disse o advogado David Boies em entrevista à emissora.
Em comunicado, Giuffre confirmou as palavras do advogado e disse que o processo está sob a guarda da Lei das Vítimas na Infância. Além das acusações de agressão sexual, a ação ainda afirma que a mulher foi traficada para o príncipe. “Estou responsabilizando o príncipe Andrew pelo que fez comigo. Os poderosos e ricos não estão isentos de serem responsabilizados por suas ações. Espero que outras vítimas vejam que é possível não viver em silêncio e medo, mas recuperar a própria vida falando e exigindo justiça”, explicou.

“Não tomei essa decisão levianamente. Como mãe e esposa, minha família vem em primeiro lugar e eu sei que esta ação me sujeitará a mais ataques pelo príncipe Andrew e as pessoas ao seu redor. Mas eu sabia que se não prosseguisse com essa ação, eu desapontaria vítimas em todos os lugares”, acrescentou.
Documentos escritos por Virginia sobre o período em que foi escravizada sexualmente por Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell, vieram à tona. Segundo ela, quando tinha de 17 para 18 anos, Maxwell a enviou para o rancho de Epstein, onde passou dois dias a sós com o duque de York, que tinha 41 anos na época.
Jeffrey Epstein era amigo próximo do filho de Elizabeth II. Em abril de 2021, Andrew recusou uma proposta de US$ 7 milhões de dólares (cerca de R$ 40 milhões na cotação atual) para fazer uma entrevista sobre a amizade com o empresário usando o teste de polígrafo, o famoso aparelho que detecta mentiras.
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