Fotojet (8)

Pabllo Vittar chora muito no “Caldeirão do Huck” ao ‘revisitar’ casa de infância humilde, e recebe declaração de amor emocionante da mãe; assista

Eita, pega o lencinho e corre aqui! Não faltou emoção no “Caldeirão do Huck“, exibido neste sábado (26), com a participação de Pabllo Vittar. Ainda “desmontada” do seu visual de drag queen, a cantora foi surpreendida pelo quadro “Visitando o Passado“, e teve a oportunidade de “voltar no tempo” ao entrar na reprodução da casa em que morou com a mãe e as duas irmãs durante dez anos, em Santa Izabel do Pará (PA). Ainda, a artista fez duas performances perfeitas de seu mais novo álbum, o “Batidão Tropical”.

Como já é de praxe, a produção do programa correu atrás das principais lembranças da residência com a família do famoso convidado. A mãe de Pabllo, Verônica Rodrigues, e suas irmãs Phamella e Pollyana foram as responsáveis por fornecer as fotos e detalhes. Com poucos registros fotográficos disponíveis, a equipe do “Caldeirão” precisou se pautar principalmente com a memória dos parentes de Vittar. E deu certo! Assim que abriu a porta do estúdio, a cantora não conseguiu esconder o baque ao reencontrar o seu passado e caiu no choro.

Enquanto reconhecia cada detalhe da casa cenográfica, Pabllo foi surpreendida com a presença da mãe e de suas irmãs, que também ficaram muito emocionadas. “Nossa história, meu amor!“, gritou Verônica ao encontrar o filho. Tinha até a coleção de cobras que a matriarca possuía no passado! “Aparecia muita cobra num matinho que tinha perto do campo. Tudo começou assim! Todas as cobras que o pessoal achava traziam pra mim”, entregou Verônica para Luciano Huck, que aí já tinha se juntado ao grupo. Assista:

No bate-papo com o apresentador, Pabllo Vittar lembrou o passado difícil e o preconceito que enfrentou por ser gay. Apesar de ter contado com acolhimento total em casa, na rua, ele e sua irmã Pollyanna – que é lésbica – sofreram muito. “Muitas vezes [sofri preconceito], desde muito criança, eu e Pollyanna – eu já sabia que ela era lésbica, e ela já sabia que eu era gay – ir para a escola, as atividades, tipo educação física, começo de ano, era sempre pautado em: ‘O que será que a gente vai encarar pela frente?’. Era o preconceito de estar lá, a gente não podia estar nesse ambiente. Se a gente estivesse, éramos repreendidos com xingamentos, com comportamentos… Pra Pollyanna era pior ainda pelo fato dela ser negra. Já vi muito racismo… Me deixava muito indignada, mas ela me protegia muito”, recordou a drag queen.

Continua depois da Publicidade

Verônica também lembrou todas as vezes que precisou intervir para proteger os filhos, seja na escola ou com vizinhos preconceituosos. “Isso [a homossexualidade] existe, Luciano, desde que o mundo é mundo. Só que as pessoas eram muito escondidas. Hoje, todo mundo assume o que quer ser, graças a Deus, mas o preconceito não acabou. Graças a Deus, existem pessoas como a Pabllo e muitas drags que estão aí na estrada para ajudar as pessoas a terem coragem e atitude. Existem muitas mães que não apoiam seus filhos quando pequenos e quando eles crescem, sofrem”, refletiu.

Pabllo Familia 2
Pabllo Vittar e a família abriram o coração sobre o preconceito e dificuldade do passado. Foto: Reprodução/TV Globo

“A pessoa tem que amar o seu semelhante do jeito que ele é, respeitando os direitos de cada um”, completou a mãe da cantora. Pabllo reforçou que, apesar disso tudo, nunca faltou amor em sua casa. “Por mais que essa casa seja humilde e simples, nunca faltou amor. Sempre rimos e era muito divertido. Óbvio que nem tudo era flores, mas a gente sempre se ajudou. Dou graças a Deus por ter minha mãe e minhas irmãs comigo, não sei o que seria de mim sem elas”, agradeceu. Ao final, a dois dias do Dia Mundial do Orgulho LGBTQIA+, Verônica ainda mandou um recado poderoso e importante para as mães de membros da comunidade: “Amar seu filho do jeito que ele é, do jeito que ele tem que ser, respeitar, confiar, ter coragem e não desistir nunca porque guerreiros não desistem. Tem que enfrentar que dá tudo certo“.

Depois de tanta emoção, a cantora entregou absolutamente TUDO com a apresentação das faixas “Ama Sofre Chora” e “Triste com T”, singles do seu quarto álbum de estúdio, “Batidão Tropical”, lançado na quinta-feira (24). O trabalho é considerado “o mais brasileiro” da sua carreira por trazer ritmos típicos de nosso país, e que são grandes referências de sua adolescência. “É uma grande homenagem ao Brasil, e claro, ao Norte e Nordeste, que são regiões que fizeram e fazem parte da minha vida. Sempre fui uma grande fã dos ritmos de lá, e aos poucos, vim introduzindo isso mais e mais nos meus últimos lançamentos”, definiu Vittar no comunicado de lançamento. Confira:

Triste com T

Ama, sofre e chora

E o disco veio com tudo! Ainda hoje, Pabllo descobriu que todas as faixas entraram para o “Top 50” do Spotify. Ao todo foram mais de 4 milhões de streams, que garantiram o título de maior estreia de um álbum pop solo brasileiro na história da plataforma. “Batidão Tropical” ainda conquistou o posto de maior estreia de um álbum nacional em 2021. Para a felicidade geral dos fãs, a drag queen já confirmou que teremos um segundo volume do projeto, mas para o próximo ano. “É algo que era muito presente nas bandas de forró. O volume 1, volume 2 e assim por diante. Eu quero manter isso porque faz parte do processo de identidade dessas músicas”, contou, acrescentando que tem outras novidades para os próximos meses ainda.