Juliana Marins: Família ficou sabendo do resultado de nova autópsia pela imprensa, e toma atitude

Os familiares decidiram acionar a PF para investigar o vazamento

A família de Juliana Marins acionou a Polícia Federal para que seja investigado o vazamento à imprensa da nova autópsia realizada no corpo da jovem. A Polícia Civil do Rio de Janeiro estava sob responsabilidade do documento, que deveria ser sigiloso, mas foi divulgado na noite de terça-feira (8).

Em entrevista à TV Brasil, na quarta (9), a família de Juliana disse que ficou sabendo do resultado através da imprensa. Eles teriam se surpreendido com as matérias veiculadas pela mídia, já que ainda não haviam recebido os documentos.

A previsão era de que os parentes de Marins participassem de uma coletiva para compartilhar informações sobre o laudo da perícia, na sexta-feira (11). O momento contaria com a participação da Defensoria Pública da União (DPU) e do perito contratado para acompanhar a autópsia.

A análise foi feita no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro, a pedido dos familiares. O requerimento ocorreu após eles questionaram o laudo apresentado por legistas na Indonésia, país onde a jovem morreu, aos 26 anos. Ela caiu durante uma trilha no vulcão Rinjani, no dia 20 de junho, e só foi resgatada quatro dias depois.

Corpo de Juliana Marins foi velado na última sexta-feira (4). (Foto: Reprodução/Instagram)

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O que diz o laudo do IML

O laudo do IML confirmou que a causa imediata do óbito foi uma hemorragia interna provocada por “lesões poliviscerais e politraumatismo, compatíveis com impacto de alta energia cinética”. Segundo os peritos, Juliana sobreviveu por “no máximo de 10 a 15 minutos” depois do impacto, sem possibilidade de locomoção ou reação eficaz, e não houve sobrevida prolongada.

O documento também apontou que “pode ter havido um período agonal antes da queda fatal, gerando sofrimento físico e psíquico, com intenso estresse endócrino, metabólico e imunológico ao trauma”.

Os especialistas explicaram que, embora os ferimentos fossem letais em curto prazo, não descartam que fatores como “estresse extremo, isolamento e ambiente hostil” possam ter contribuído para a desorientação de Juliana antes da queda. Não foram identificados sinais de violência física prévia, como contenção ou tortura, e a perícia considera que as marcas observadas no corpo são compatíveis com deslocamento após o impacto, possivelmente pela inclinação do terreno.

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Chegada ao Brasil e autópsia

O corpo de Juliana Marins chegou ao Brasil no dia 1º de julho, e passou por uma nova autópsia. O exame durou pouco mais de duas horas e foi realizado por dois peritos legistas, acompanhados de um perito médico da Polícia Federal e um assistente técnico representante da família.

O enterro da brasileira aconteceu no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói, na última sexta-feira (4).

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