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Estudante é presa em hospital no Rio após se passar por médica; jovem exibia “rotina” nas redes sociais: “Medicina por amor”

A graduação de medicina parece estar cada vez mais acessível no Brasil… De acordo com o UOL, uma jovem identificada como Nathiely da Silva do Nascimento, de 20 anos, foi presa em flagrante na quinta-feira (19) ao tentar se passar por médica no Hospital Municipal Miguel Couto, no Rio de Janeiro. Estudante de odontologia, ela fingia ser especialista em ortopedia e traumatologia na instituição.

A prisão foi feita pela Polícia Civil depois que Nathiely foi detida pelos seguranças do hospital ao apresentar um crachá falso. O caso já está sendo investigado pelas autoridades, principalmente para apurar se a estudante agiu da mesma forma em outras unidades de saúde, o que pode ter um impacto drástico na saúde dos pacientes que ela possa ter atendido. A jovem foi encaminhada para a 12ª DP, localizada em Copacabana, e foi autuada por crime de uso de documento falso, que tem pena de 2 a 6 anos de prisão.

Segundo a publicação, a polícia apreendeu um crachá falso de estagiária, que estava sendo usado para entrar no hospital, um documento de auxiliar de saúde bucal, um carimbo, jaleco branco e um pijama hospitalar. Em nota enviada para o UOL, a Secretaria Municipal de Saúde disse que “a suspeita não trabalhava na unidade”, mas não respondeu se há indícios de que Nascimento tenha realizado atendimentos na unidade.

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Nathiely compartilhava suposta rotina trabalhando em hospital. Foto: Reprodução

Nas redes sociais, Nathiely compartilhava registros de sua “rotina”, como fotos paramentada e documentos médicos. Seu perfil no Instagram tinha mais de 6.700 seguidores. O jornal Metrópoles relatou uma publicação em que a falsa médica mostrou um joelho com dois pontos e acrescentou uma legenda indicando que havia sido feita uma cirurgia minimamente invasiva.

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Nathiely Nascimento é moradora do Complexo da Maré e estuda odontologia em uma faculdade particular. Ela foi abordada quando estava na cantina do hospital. A diretora da unidade de saúde, desconfiada, pediu a identificação da jovem, que exibiu apenas uma carteira digital de estudante de medicina, também falsa. Um policial militar que trabalha na unidade foi acionado e solicitou uma viatura para o local.