Mulher que viralizou ao passear com cobra no centro de BH revela rotina com os bichos: ‘Passo hidratante nelas, coloco roupinha e levo pro barzinho’

Se cachorrinhos podem ser levados pra passear nas ruas, por que não cobras, né? É exatamente isso que a mineira Mônica da Cunha pensa. “Mãe” de três jiboias, a mulher de 59 anos viralizou nesta semana após ser flagrada colocando sua serpente para rastejar por um canteiro de uma praça no centro de Belo Horizonte.

Mônica concedeu uma entrevista ao jornal “O Tempo”, publicada nesta sexta-feira (18), e deu mais detalhes sobre sua paixão pelos bichinhos, que começou há 9 anos, quando ela comprou sua “primogênita”, chamada Tiopatinhas. Era ela quem estava no vídeo que circulou pela web no começo da semana. Confira:

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“A Tiopatinhas, ih, é velha, cheia de manias. Gosta de comer no escuro, outra hora gosta de receber a comida só na boca, essas coisas de gente velha”, descreveu a mulher, que não leva as cobras para passear em locais “muito sujos”, como os matagais do centro da cidade, por exemplo.

Mesmo quando visita praças como a que aparece no vídeo, Mônica garante que coloca os animais direto no banho ao voltar para casa depois da diversão no gramado. E não é um banho qualquer, tá? É ‘o’ banho, preparado com rosas! “Depois, passo hidratante, para elas poderem dormir, ou verem televisão. É igual ser humano, sabe? Trabalha, pega poeira da rua, e se banha”, comparou, tranquila.

A “irmã” mais nova de Tiopatinhas foi batizada com um nome bem significativo, Coronavírus. “Adquiri ela no tempo da pandemia, na época do coronavírus, por isso o nome”, explicou a mulher ao jornal. As três cobras moram na casa dela e nunca atacaram ninguém nas ruas. Já Mônica guarda no corpo algumas marcas causadas por mordidas, mas nada muito grave.

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Para ela, as serpentes, na verdade, garantem proteção. “Tem ladrão para todo lado. Então fico com as cobras mesmo, bom que ninguém fala comigo, me chamam de doida, mas ladrão atravessa a rua ao me ver…”, declarou a “mãe”, que é criteriosa até mesmo com quem pode encostar em seus bichos. “Uma ou duas (pessoas) eu deixo pegar, mas não todo mundo”, pontuou.

Conhecida como “mulher das cobras”, Mônica trata os animais como verdadeiros filhos. “Levo para passear, vamos em shopping, levo elas no cinema, em igreja, batizado. Elas põem roupinha, cílios, iam em barzinho na sexta-feira. Veio a pandemia e ‘quietô’ tudo, né?”, revelou.

Mônica até já foi flagrada passeando com os animais em um carrinho de bebê! (Foto: Reprodução/Twitter)

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Ela ainda não teve dúvidas ao responder se gostava mais de cobras do que de seres humanos. “Gosto, uai, mais das cobras que de gente. Gente é invejosa, gente matou até o filho de Deus, quando estava na terra. Bicho nos dá carinho, amor, do jeito deles”, elogiou. “Minha conversa com animal é melhor que ser humano. Não dá certo comigo”, completou.

Mônica já foi denunciada por vizinhos, mas garantiu que as jiboias são saudáveis e legalizadas. De acordo com a reportagem de “O Tempo”, ela guarda um calhamaço de papel com laudos médicos, autorizações do órgão ambiental, notas fiscais e registro de cada um dos bichos. Os preços das compras variaram entre R$ 2.200 e até quase R$ 10 mil, dependendo de qual tipo de cobra ou criadouro for adquirido.