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Meghan Markle pode depor sobre príncipe Andrew em caso de abuso sexual, diz site; saiba detalhes

A duquesa de Sussex pode ser chamada a depor se o caso envolvendo o príncipe Andrew chegar aos tribunais

Meghan Markle se afastou da realeza britânica… mas segue cercada de questões envolvendo a família real. A duquesa de Sussex pode ser intimada a depor em um caso polêmico sobre o tio de príncipe Harry, príncipe Andrew. O filho da rainha Elizabeth II é acusado de cometer abuso sexual contra Virginia Giuffre, quando ela tinha apenas 17 anos.

David Boies, advogado que representa Giuffre na justiça, sugeriu ao site The Daily Beast que Meghan pode ser uma das testemunhas se o caso for a julgamento. “Primeiro, ela está nos Estados Unidos, então nós temos jurisdição sobre ela”, iniciou o advogado. “Segundo, ela é alguém que, obviamente, pelo menos por um período de tempo, foi uma associada próxima de príncipe Andrew, e por isso está numa posição em que talvez tenha visto o que ele fez, e se não viu o que ele fez, talvez tenha ouvido as pessoas falarem sobre isso”, continuou.

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A defesa de Virginia considerou que Meghan poderia ter uma grande contribuição ao falar sobre o integrante da realeza. “Por causa de sua antiga associação com ele, ela pode muito bem ter um conhecimento importante, e certamente terá algum conhecimento”, ponderou Boies. Por fim, o advogado confiou que a duquesa de Sussex seria sincera: “Terceiro, ela é alguém em quem podemos contar para falar a verdade. Ela dá um check em todas as três caixas”.

Meghan Markle pode ser chamada para depor sobre príncipe Andrew, caso o royal seja julgado pelas acusações de abuso sexual. (Foto: Getty)

Mas não para por aí… Se o caso chegar mesmo aos tribunais, David espera que outros membros da família real sejam chamados a depor, incluindo Sarah Ferguson, ex-mulher de Andrew, e outros filhos da rainha Elizabeth II, como príncipe Charles. “Nós gostaríamos de ter um ou dois depoimentos de pessoas próximas ao Andrew que teriam conhecimento de suas ações”, afirmou o advogado. “Isso deve incluir sua ex-mulher. Possivelmente pode ser o irmão dele”, completou.

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No entanto, já se espera que a rainha seja poupada, visto que ela não deve ser chamada “por respeito e consideração, e por sua idade”, conforme mencionou o advogado. Procurados pela revista People, os representantes de Meghan Markle não comentaram o assunto.

A equipe jurídica de Andrew, por sua vez, negou vários pedidos de posicionamento da publicação. A expectativa é que, no próximo dia 4 de janeiro, a defesa do príncipe apresente seus argumentos para dispensar o caso.

Entenda o caso

Príncipe Andrew, filho da rainha Elizabeth II, é acusado de abuso sexual por uma das vítimas do bilionário pedófilo Jeffrey Epstein. No dia 9 de agosto, Virginia Giuffre abriu um processo contra o membro da realeza, afirmando que ele teria a agredido sexualmente quando ela tinha 17 anos. A ABC News confirmou a informação, depois de consultar os registros do tribunal federal de Nova York. A ação judicial foi aberta dois anos após a morte de Epstein, que estava preso por um grande esquema de exploração sexual, mas tirou a própria vida antes do julgamento.

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Em comunicado, Giuffre confirmou que o processo está sob a guarda da Lei das Vítimas na Infância. Além das acusações de agressão sexual, a ação ainda afirma que a mulher foi traficada para o príncipe. “Estou responsabilizando o príncipe Andrew pelo que fez comigo. Os poderosos e ricos não estão isentos de serem responsabilizados por suas ações. Espero que outras vítimas vejam que é possível não viver em silêncio e medo, mas recuperar a própria vida falando e exigindo justiça”, explicou.

Nesse registro antigo, o príncipe Andrew aparece ao lado de Virginia Guiffre, quando ela ainda era menor de idade. Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein, aparece ao fundo. (Foto: Reprodução/Metro)

“Não tomei essa decisão levianamente. Como mãe e esposa, minha família vem em primeiro lugar e eu sei que esta ação me sujeitará a mais ataques pelo príncipe Andrew e as pessoas ao seu redor. Mas eu sabia que se não prosseguisse com essa ação, eu desapontaria vítimas em todos os lugares”, acrescentou.  No ano passado, vieram à tona documentos escritos por Virginia sobre o período em que foi escravizada sexualmente por Epstein e sua cúmplice, Ghislaine Maxwell. Segundo ela, quando tinha de 17 para 18 anos, Maxwell a enviou para o rancho de Epstein, onde passou dois dias a sós com o duque de York, que tinha 41 anos na época.

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Já no início de setembro, Andrew recebeu os papéis de intimação do tribunal norte-americano. Segundo o The New York Post, o filho da rainha foi oficialmente informado da queixa e das provas existentes contra ele. No documento entregue, ainda constava que a primeira audiência estava marcada para o dia 13 daquele mês. O príncipe também deveria participar de uma conferência com a Justiça de Nova York.

Príncipe Andrew é um dos filhos da rainha Elizabeth II. (Foto: Getty)

Jeffrey Epstein era amigo próximo do filho de Elizabeth II. Em abril de 2021, Andrew recusou uma proposta de US$ 7 milhões de dólares (cerca de R$ 39 milhões na cotação atual) para fazer uma entrevista sobre a amizade com o empresário usando o teste de polígrafo, o famoso aparelho que detecta mentiras.