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Globo impõe regras para funcionários durante campanha eleitoral; saiba o que eles podem ou não podem fazer

Apesar da emissora afirmar que todos são livres, os funcionários precisam seguir algumas regras impostas por contrato

Com as eleições presidenciais se aproximando, a TV Globo já está alertando seus contratados sobre o que é permitido ou não em seus posicionamentos. Segundo a Folha de São Paulo nesta terça-feira (24), a emissora não proíbe que os funcionários demonstrem apoio a candidatos, desde que isso não seja vinculado à empresa.

Como exemplo, a Globo citou que atores não podem conectar personagens a um candidato ou partido, assim como apresentadores não devem opinar sobre o tema em seus programas. “Não existe uma proibição de manifestações políticas pessoais dos talentos artísticos, mas elas têm que ser feitas no âmbito privado do talento e não podem comprometer a percepção do público sobre a isenção da empresa”, disse o comunicado.

Fora do trabalho, entretanto, todos são “livres”. Em entrevistas, eventos e nas redes sociais, cada um é responsável pelos seus atos. Mas nada de participar de peças de campanha de políticos! “Os funcionários não podem se candidatar ou integrar campanhas de quaisquer candidatos ou partidos políticos se estiverem no ar em alguma atração”, afirmou a nota.

Na última semana, Gil do Vigor e Paulo Vieira, ambos com contrato ativo com a empresa carioca, estiveram no casamento de Luís Inácio Lula da Silva. O ex-presidente é o pré-candidato oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) para ocupar o cargo mais alto do poder Executivo.

Gil do Vigor e Paulo Vieira foram ao casamento de Lula. (Fotos: BrazilNews/AgNews)
Gil do Vigor e Paulo Vieira foram ao casamento de Lula, algo que é permitido pela TV Globo (Fotos: Brazil News/ AgNews)

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O comunicado da emissora ainda deixou claro que a Globo não apoia qualquer candidato: “Nossa política interna sobre eleições é ainda mais rigorosa do que a lei, em linha com sua posição de neutralidade e isenção”.