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Segurança morre após ser agredido por empresário durante evento em Divinópolis; Suspeito é preso com soco-inglês

Um homem de 42 anos que trabalhava como segurança de um evento no Parque de Exposições, em Divinópolis, foi morto na noite do último sábado (25) após ser agredido por um empresário que participava da festa. Segundo a Polícia Militar (PM), a tragédia aconteceu quando o funcionário Edson Carlos Ribeiro impediu Pedro Lacerda de entrar em um camarote, visto que o rapaz não tinha a pulseira que liberava acesso ao local.

De acordo com testemunhas, o suspeito de 32 anos ficou irritado e teria desferido um golpe no segurança, usando um soco-inglês. A vítima teria caído no chão já inconsciente, ao que Pedro tentou fugir. Acionadas por convidados, unidades do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceram ao local e prestaram atendimento a Edson, que não resistiu.

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Antes de ser agredido e morto, o segurança também advertiu o suspeito por urinar em um local inapropriado. Em depoimento à polícia, o organizador da festa, Rafael Oliveira Rodrigues, relatou que ao perguntar o motivo do ataque, ouviu de Pedro a seguinte justificativa: “Fiz porque quis”. Ainda de acordo com ele, o rapaz apontado como autor do crime sempre dá problemas em festas, se envolvendo em brigas, desavenças e confusões.

Lacerda foi preso em flagrante por lesão corporal seguida de morte. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento exato em que ele é abordado pela PM, em meio a um show. O suspeito, que apresenta passagens pela polícia por dirigir embriagado, foi então encaminhado a um sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça. A investigação segue em andamento na Delegacia Regional de Polícia Civil, em Divinópolis.

Neste domingo (26), o corpo de Edson foi velado na Praça Elizeu Zica, no Bairro São José e, na sequência, levado para a comunidade de Lamounier, em Itapecerica, onde foi sepultado. Em conversa com o G1, Cheila Souza, prima da vítima, lamentou o ocorrido. Além dela, o segurança deixa a esposa e uma filha de 12 anos. Os pais de Ribeiro já eram falecidos.

“Edson era um pai de família, um trabalhador, um primo amado, um irmão maravilhoso. O que aconteceu é muito triste. Um inocente, fazendo seu trabalho, pagando com a vida pela violência de outra pessoa. Minha família está sem chão, não sabemos o que fazer. Um vai dando força para o outro, mas vai ser difícil”, desabafou Cheila. A defesa de Pedro também foi procurada pela publicação, mas disse que não se pronunciará sobre o caso até a conclusão do laudo pericial.

Produção do evento emite nota de pesar

Em nota, a produção do evento se manifestou sobre o ocorrido e lamentou a morte de Edson, apontado como alguém “querido por todos, que sempre cumpriu seu dever com seriedade, compromisso e honestidade“. Confira o comunicado na íntegra:

“A produção do evento ‘A Revoada’ manifesta o seu profundo pesar pela morte do segurança Edson Carlos Ribeiro, ocorrida na noite de 25/09. Edson era um trabalhador querido por todos, que sempre cumpriu seu dever com seriedade, compromisso e honestidade.

Na data de ontem, Edson estava apenas realizando o seu trabalho, buscando o seu sustento e de sua família, e teve sua vida ceifada, de forma covarde.

Os primeiros socorros foram prestados ainda no local, no entanto, os socorristas não obtiveram êxito nas manobras para tentar salvar a vida de Edson. Após isso, o evento foi encerrado, e os demais shows que ocorreriam na noite, cancelados.

Estamos em LUTO pela perda de um profissional e colega exemplar, que cumpria suas funções com simpatia e dedicação.

A produção do evento está contribuindo com as investigações do caso e à disposição das autoridades policiais e judiciais para demais esclarecimentos.

Neste momento de dor, estamos em solidariedade e apoio à família, amigos e colegas de Edson, por esta perda irreparável. Por fim, desejamos e clamamos para que a justiça seja feita”.