Astro de “Riverdale”, Cole Sprouse revela que foi preso durante manifestações contra racismo nos EUA, e conta como seu grupo foi encurralado pela polícia

Cole Sprouse revelou nesta segunda-feira (1º) que foi preso enquanto protestava pacificamente durante o final de semana, na Califórnia. O astro de “Riverdale” fez parte das manifestações contra o racismo nos Estados Unidos, que começaram após a morte de George Floyd nas mãos da polícia de Minneapolis.

Em seu Instagram, o ator contou sobre o caso, mas fez questão de declarar que não queria ser o foco da questão. “Um grupo de protestantes pacíficos, incluindo eu, foi preso ontem em Santa Monica. Então, antes da horda voraz de sensacionalismo da mídia decidir, de algum modo, tornar isso sobre mim, há uma necessidade clara de falar sobre as circunstâncias: Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Paz, revoltas, saques, são uma forma absolutamente legítima de protesto. A mídia, por natureza, só vai mostrar a parte mais sensacionalista, o que apenas prova uma agenda racista que dura há tempos”, postou o ator.

Ele deu mais detalhes de como foi detido, afirmando ter sido encurralado pela polícia junto com outros manifestantes. “Eu fui detido enquanto me manifestava em solidariedade, assim como muitos da vanguarda final em Santa Monica. Nos deram a opção de ir embora, e fomos informados que, se não saíssemos, seríamos presos. Quando muitos se viraram para sair, encontramos uma outra fileira de policiais bloqueando nossa rota. Nesse momento, eles começaram a nos prender”, disse.

Cole Sprouse foi preso durante manifestação pacífica em Santa Monica, Califórnia. (Foto: Getty)

Cole fez um alerta: “É preciso ser dito que, como homem branco e heterossexual, e uma figura pública, as consequências institucionais da minha prisão não são nada em comparação a outros dentro do movimento. Isso não é ABSOLUTAMENTE uma narrativa sobre mim, e eu espero que a mídia não transforme nisso. Este é, e sempre será, um momento sobre manter sua posição junto a outros enquanto uma situação se agrava, fornecendo apoio educado, se manifestar e fazer a coisa certa”.

Para completar, ele pediu que outras pessoas brancas analisassem como podiam ajudar o movimento negro. “Este é, precisamente, o momento de contemplar o que significa ser um aliado. Eu espero que outros da minha posição o façam também. Eu não vou falar mais sobre o assunto, porque eu 1) não sou bem versado o suficiente para isso, 2) não sou o assunto do movimento, e 3) não estou interessado em desviar a atenção dos líder do movimento ‘Black Live Matter'”, finalizou. Confira o post completo abaixo:

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A group of peaceful protesters, myself included, were arrested yesterday in Santa Monica. So before the voracious horde of media sensationalism decides to somehow turn it about me, there’s a clear need to speak about the circumstances: Black Lives Matter. Peace, riots, looting, are an absolutely legitimate form of protest. the media is by nature only going to show the most sensational, which only proves a long standing racist agenda. I was detained when standing in solidarity, as were many of the final vanguard within Santa Monica. We were given the option to leave, and were informed that if we did not retreat, we would be arrested. When many did turn to leave, we found another line of police officers blocking our route, at which point, they started zip tying us. It needs to be stated that as a straight white man, and a public figure, the institutional consequences of my detainment are nothing in comparison to others within the movement. This is ABSOLUTELY not a narrative about me, and I hope the media doesn’t make it such. This is, and will be, a time about standing ground near others as a situation escalates, providing educated support, demonstrating and doing the right thing. This is precisely the time to contemplate what it means to stand as an ally. I hope others in my position do as well. I noticed that there are cameras that roll within the police cruisers during the entirety of our detainment, hope it helps. I’ll speak no more on the subject, as I’m (1) not well versed enough to do so, (2) not the subject of the movement, and (3) uninterested in drawing attention away from the leaders of the #BLM movement. I will be, again, posting the link in my story to a comprehensive document for donations and support.

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Como contamos anteriormente, o assassinato de George Floyd — asfixiado pelo policial Derek Chauvin — acendeu a chama para uma onda de protestos pelos Estados Unidos. Em Minneapolis, incêndios tomaram conta das ruas. As manifestações do movimento “Black Live Matters” (Vidas Negras Importam) também levaram milhares de pessoas a protestar contra o racismo estrutural e a morte de pessoas pretas.

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A indignação e revolta pela morte de George Floyd causaram diversos protestos em Minneapolis. Floyd, um homem preto de 46 anos, que veio a óbito após ser detido e asfixiado por um policial que se ajoelhou em seu pescoço por cinco minutos, foi o estopim para que centenas de manifestantes tomassem as ruas da cidade. Como resposta, a polícia usou gás lacrimogêneo e disparou balas de borracha contra a multidão. De acordo com o The Washington Post, a situação escalou e os protestos, até então pacíficos, se transformaram em incêndios em prédios e saques às lojas, na noite de quarta (27) e início desta quinta (28). “Se você está sentindo essa tristeza e essa raiva, não é apenas compreensível, é certo. É um reflexo da verdade que nossa comunidade negra vivenciou”, disse o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, hoje. Segundo ele, a raiva não vem de “cinco minutos de horror, mas de 400 anos”, referindo-se ao racismo presente em Minneapolis. No entanto, ele também pediu por paz: “Por favor, Minneapolis, nós não podemos deixar a tragédia gerar mais tragédia”. Entre os desdobramentos da situação, o Departamento de Justiça e o FBI prometeram fazer uma “investigação criminal robusta” no caso da morte de Floyd. Além disso, em entrevista à CNN, a família da vítima garantiu que irá buscar uma autópsia independente de seu corpo, porque não confia na polícia. Os protestos não estão ocorrendo apenas na cidade de Floyd; também houve manifestações em Memphis, onde a população gritava “sem justiça, sem paz”, e em Los Angeles, onde os protestantes bloquearam uma via expressa. A comissária de Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, pediu que os EUA tomem “medidas sérias” para fazer justiça no caso. "Este é o último de uma longa série de assassinatos de afroamericanos desarmados por policiais e pessoas armadas”, disse em comunicado. (📷: Reprodução/FOX/The Washington Post) #justiceforfloyd #sayhisname

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O episódio doloroso e revoltante fez com que muitos astros se posicionassem – como fizeram Beyoncé, Rihanna e Lady Gaga. Além de Cole Sprouse, estrelas como Ariana Grande e Halsey também foram às ruas para protestar. Confira:

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Lady Gaga também manifestou sua revolta após o assassinato brutal de George Floyd. "Estou indignada pela morte de George Floyd como sempre estive pelo assassinato exponencial de pessoas negras, que acontece há centenas de anos nesse país, como resultado de um racismo sistêmico e um sistema corrupto que o apoia", escreveu. A cantora ainda criticou as falhas do presidente Donald Trump, afirmando que ele não oferece "nada além de ignorância e preconceito", e que tem grande responsabilidade por essa situação. "Nós sabemos que Trump é idiota e racista desde que assumiu o cargo. Ele está alimentando um sistema que é enraizado pelo racismo e atitudes racistas, e todos nós podemos ver o que está acontecendo. É tempo de mudança", disse ela. (📸: Getty/Reprodução/Instagram)

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