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Pai de Naya Rivera revela detalhes de partir o coração da última chamada de vídeo com a filha, já no barco: ‘Eu insisti em dizer a ela’

Prestes a completar um ano da morte de Naya Rivera, o pai da atriz, George, concedeu uma entrevista à revista People, revelando detalhes da última conversa que teve com a filha. O contato foi feito no dia 8 de julho de 2020, horas antes do trágico acidente que resultou no falecimento da artista.

Naya estava prestes a partir no fatídico passeio de barco pelo lago Piru, perto de Los Angeles. Ela estava acompanhada do filhinho Josey, que na época tinha apenas 4 anos, quando ligou para George para pedir conselhos. “Ela sempre pedia minha opinião, e ela queria ir nadar com o Josey no meio do lago”, lembrou.

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A estrela de “Glee” chegou a informar para o pai que sua embarcação não tinha âncora. George, por sua vez, logo avisou que pular na água seria uma má ideia. “Eu podia ver que o vento estava soprando e eu senti um frio no estômago. Eu insisti em dizer pra ela: ‘Não saia do barco! Não saia do barco! Ele vai se dispersar quando você estiver na água'”, recordou ele, que é um ávido velejador.

De acordo com o relato, três minutos se passaram e a ligação foi interrompida, por má conexão. O patriarca então ficou olhando um print que fez da tela, em que a filha aparecia no barco sorridente, vestindo óculos de sol e um boné, debaixo do céu azul. “Foi de partir o coração. Tive um mau pressentimento que estava me matando”, desabafou ele.

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“Foi de partir o coração. Tive um mau pressentimento que estava me matando”. (Foto: Arquivo Pessoal)

Infelizmente, o que George mais temia se tornou realidade. O senhor foi informado por autoridades que a filha havia desaparecido na água. Josey, por sua vez, foi encontrado sozinho dormindo no barco. As investigações sugeriram que a artista e o pequeno pegaram uma correnteza enquanto nadavam. Naya teve forças para levar o garotinho de volta à embarcação, mas não conseguiu se salvar.

O corpo da atriz de 33 anos foi descoberto flutuando em uma parte remota do lago cinco dias depois, em 13 de julho de 2020, por mergulhadores de busca e resgate do condado de Ventura. “Continua sendo como um grande borrão de dor, quase um ano depois (do acidente). As coisas estão lentamente entrando no eixo, mas não sei algum dia vou conseguir superar isso. Sinto falta dela todos os dias”, lamentou o patriarca, por fim.