Gustavo Mendes revela ameaça de morte após crítica a Bolsonaro; Humorista denuncia caso na polícia, e autor das mensagens dá desculpa esfarrapada; assista

Absurdo! Nessa segunda-feira (21), o ator e humorista Gustavo Mendes compartilhou em suas redes sociais mensagens que recebeu de um usuário chamado Walison Caputo Ribeiro, em que era xingado e ameaçado. O caso logo repercutiu e o autor das ofensas se pronunciou, admitindo o erro.

Em seu Instagram, Gustavo compartilhou várias fotos de Walison, que seria um policial militar reformado, assim como o perfil dele no Facebook e prints das mensagens que recebeu na rede social. “Preciso que vocês conheçam esse cara, Walison Caputo Ribeiro. Esse cidadão – não sei se é fake ou não – está me ameaçando de morte. Se alguém tiver informações sobre esse sujeito, agradeço. Temo por minha vida e de minha família”, legendou o comediante.

Em seguida, ele transcreveu as mensagens de ódio que recebeu do indivíduo. Aparentemente, Walison teria se irritado após Gustavo fazer uma crítica ao presidente Jair Bolsonaro. “Como você é um Lixo! Quem é você para falar do presidente? Diz que duvida, quero ver! Eu vou atrás de você! Espero um dia encontrar você. E com certeza você vai engolir tudo que você fala, seu vagabundo nojento”, ameaçou Ribeiro.

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As mensagens prosseguiram com o mesmo tom. “Eu não vou descansar enquanto não te encontrar. Quero ver você fazer piada com isso que eu estou te falando”, escreveu o homem, dando a entender que sabia que estava falando com um humorista. Na sequência, Walison novamente pareceu ter olhado bem o perfil de Gustavo, já que citou sua “agenda de shows”.

“Seu nerd, quero ver se você é homem pra falar frente a frente. Não treme não, porque eu estou disposto a tudo. Ah! Seguram e não me param ok? Viado lixo, escroto. Estou de olho na sua agenda de shows, vou te encontrar ainda”, continuou disparando o homem. Em sua publicação, Gustavo aproveitou para marcar os perfis da polícia de São Paulo e da Polícia Federal.

https://www.instagram.com/p/CFZyBhEH3tU/

Através do Instagram Stories, o artista, que ficou conhecido nacionalmente por imitar a ex-presidente Dilma Rousseff, continuou seu desabafo, pedindo ajuda da polícia militar de Minas Gerais. “O covarde é policial militar, ao que consta, reformado. São caras como ele que sujam o nome dessa instituição”, declarou.

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“Mas eu, como bom mineiro, e ele, um policial militar mineiro, tenho certeza que a polícia militar de Minas Gerais tomará providências pela corregedoria da polícia”, completou o ator, acrescentando que tomaria medidas legais sobre o caso. “B.O. feito, entrarei com processo. Há vários crimes, além das ameaças, ele é racista e homofóbico. Nenhum covarde da rede passará impune”, afirmou.

Gustavo ainda deu mais detalhes sobre o caso nos Stories (Foto: Reprodução/Instagram)

Após a repercussão das mensagens ofensivas recebidas por Gustavo, Walison Ribeiro apagou todas as publicações que tinha em seu perfil no Instagram, postando apenas um vídeo em que reconhecia o erro e pedia desculpas. Na gravação, o homem ainda tentou defender suas ações, afirmando achar que estava discutindo com um perfil “fake” – mesmo que o ator tenha mais de 685 mil seguidores e seja verificado na rede social.

“Sei que o pessoal deve estar put* da vida comigo e dou razão. Mas sobre o episódio que aconteceu sobre as mensagens enviadas por mim para o ator e humorista Gustavo Mendes, infelizmente aconteceram”, admitiu. “Gostaria de deixar claro o seguinte: direcionei as mensagens a ele de uma forma errada. Pensei realmente se tratar de um perfil fake, como o qual, em outras ocasiões, já tive umas conversas meio acaloradas”, tentou justificar.

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“Enviei sem ver, infelizmente. Só fui acreditar quando me ligaram da minha terra natal e disseram o que tinha ocorrido. Porque eu tive uma conversa e ele respondeu… Infelizmente é isso. Errei. Errei, sim”, concluiu o suposto policial reformado. Assista:

https://www.instagram.com/p/CFakSuBjqPt/

Agora, o episódio segue na Justiça. Após o boletim de ocorrência registrado por Gustavo, a polícia civil de Minas Gerais já iniciou as diligências para apuração do caso, incluindo a preservação de todos os dados.