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Polícia Civil do Paraná procura serial killer responsável por assassinatos de homens gays: “Falou para a vítima que era o Coringa”; entenda o caso

Na última semana, a Polícia Civil do Paraná divulgou a identidade do foragido José Tiago Correia Soroka, de 32 anos. Ele é apontado como um assassino em série que tem como principal alvo dos seus crimes homens gays. Entre os meses de março e maio, Soroka foi responsável por três mortes, duas em Curitiba e outra no município de Aberlado Luz, em Santa Catarina. No dia 11 de maio, ele ainda tentou fazer uma quarta vítima, com as mesmas características das outras três, mas felizmente não conseguiu concluir o ato — o homem conseguiu fugir e denunciá-lo.

“A gente está tratando o caso como de um serial killer porque ele praticou três homicídios de maneira semelhante e com o mesmo perfil das vítimas em um curto espaço. Ele tem alguns distúrbios psicológicos, segundo informou a família, e tudo isso leva a crer que estamos diante de um assassino em série”, explicou o delegado Thiago Nóbrega, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de acordo com o Uol.

As investigações apontam que o padrão do crime é sempre o mesmo: José Tiago conversava com homens gays em aplicativos de relacionamentos específicos para esse público, conquistava a confiança deles com troca de fotos íntimas — todas falsas —, até que finalmente era convidado para ir na casa deles. Chegando lá, ele matava as vítimas asfixiadas e roubava objetos da residência.

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A Polícia Civil paranaense chegou ao nome de José comparando as semelhanças entre as mortes do enfermeiro David Levisio, de 30 anos, e do acadêmico de medicina Marcos Vinício Bozzana da Fonseca, de 25 anos, em Curitiba. O corpo de David foi encontrado no final de abril em sua casa. Ele tinha se mudado a trabalho para a capital paranaense apenas dois meses antes do crime. Já o corpo do estudante foi encontrado em decomposição, com um cobertor sob a cabeça. No apartamento do rapaz não foi visto nenhum sinal de arrombamento.

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Polícia Civil do Paraná divulgou diversas fotos de José Tiago. Foto: Reprodução

Então, as autoridades ficaram sabendo da morte do professor universitário Robson Paim, de 36 anos, em março. Ele foi encontrado morto na cama do quarto de casa, em Abelardo Luz. O bandido ainda teria levado o carro da vítima, encontrado dias depois em Curitiba.

“Ouvimos diversas testemunhas. Os porteiros dos prédios e motoristas de táxi que o levaram até os locais acabaram reconhecendo a mesma pessoa. Levamos as imagens para a perícia, que confirmou por exames ser a mesma pessoa para os casos. Não se restaram mais dúvidas”, contou o delegado também para o Uol. Após conversarem com o perfil falso de Soroka no aplicativo, todas as vítimas eram surpreendidas assim que abriam a porta de casa. “Quando as vítimas o encontrava, sequer sabiam com quem se relacionariam”, acrescentou Thiago Nóbrega.

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A Polícia Civil já emitiu um mandado de prisão temporária contra José Tiago pela Justiça do Paraná, incluindo os crimes de latrocínio e tentativa de homicídio no caso da quarta vítima. O assassino tem passagens pela polícia por roubo, em 2015 e 2019, e está proibido de se aproximar de duas ex-esposas devido a medidas protetivas. Em entrevista ao jornal Tribuna do Paraná, o delegado Thiago Nóbrega falou da alta periculosidade do criminoso, que chegou a se comparar com o vilão Coringa, dos filmes e quadrinhos do “Batman”.

“A gente conseguiu uma prova importante que foi o reconhecimento facial por imagens dos condomínios. Foram dois homicídios aqui em Curitiba e um em Santa Catarina, e não descartamos outras vítimas. É um indivíduo perigoso que está solto. Ele é uma pessoa preparada e conhecedor de artes marciais e de tecnologia. Ele teve esta frieza de falar para a vítima que ele era o Coringa e que gostava de matar. Estamos diante de um psicopata, um serial killer, que não mede esforços”, constatou o delegado, acrescentando a importância de tomar cuidado ao marcar encontros por aplicativos.

Caso você tenha informações que possam ajudar as autoridades, as denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 (Polícia Civil do Paraná), 181 (Disque Denúncia) ou 0800-643-1121 (equipe de investigação da DHPP).