Lea Michele faz post sobre caso George Floyd, e ex-atriz de Glee rebate, resgatando bastidores e indicando racismo: ‘Disse que cag*ria na minha peruca’ – Mais atores da série revelam suas histórias com Lea

Na noite dessa segunda-feira, a atriz Samantha Marie Ware, que interpretou a Jane Hayward na sexta e última temporada de “Glee”, indicou que Lea Michele havia sido racista com ela nos bastidores da série após a ex-protagonista tuitar uma mensagem em apoio a George Floyd, um homem preto que fora assassinato por um policial branco no dia 25, nos Estados Unidos.

“George Floyd não merecia isso. Esse não foi um incidente isolado e deve acabar #BlackLivesMatter”, escreveu Lea em seu Twitter. Esse foi justamente o post que Samantha resolveu responder, ironizando que a atriz tenha demonstrado apoio ao caso publicamente, quando não agia da mesma forma nos bastidores.

Em um tuíte escrito inteiro em caps lock, a atriz preta afirmou que Lea transformou “Glee”, sua estreia na TV, em um ‘verdadeiro inferno’, e relatou um caso específico em que a estrela da série teria associado seu cabelo – black power – a uma peruca. Samantha seguiu, declarando que o caso a traumatizou e até a fez repensar sua carreira.

“Rindo muito. Lembra quando você fez do meu primeiro trabalho na televisão um verdadeiro inferno?!?! Porque eu nunca vou esquecer. Eu acredito que você tenha dito a todos que, se tivesse a oportunidade, ‘cagaria na minha peruca’, entre outras microagressões traumáticas que me fizeram questionar minha carreira em Hollywood”, afirmou Marie Ware.

A acusação logo viralizou, levando o nome de Lea Michele ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter e gerando uma onda de apoio à Samantha, inclusive de outros atores do elenco de Glee, como Alex Newell, ator também preto que interpretou a Unique da terceira a sexta temporada.

O artista publicou uma série de gifs concordando com as declarações e respondeu alguns fãs que questionaram seu posicionamento. “Eu vou dizer isso apenas uma vez… quando meus amigos passam por algo traumático, eu também passo por isso… é isso que é a amizade… e se você não consegue entender isso, então você é parte do problema. Ponto final. E eu falo isso para os dois lados da moeda”, declarou ele.

“Querida, nós não temos por que mentir seis anos depois”, afirmou o ator em resposta a um seguidor. “Então por que você estava tirando fotos com ela na Broadway? Ou na sexta temporada? Você pode provar o que está dizendo ou são apenas palavras?”, disparou outra internauta.

“Ela estava lá e eu estava sendo educado. Como eu era com qualquer pessoa que fosse assistir ao meu show. Eu também sei que você não está falando sobre a temporada na qual eu não estava… Até que eu tive que pedir para voltar para pagar minhas contas… já que eu fui liberado no meio da quinta temporada…. mesmo sendo um personagem regular na série!”, desabafou ele.

Amber Riley, que dividiu os holofotes com Lea desde o começo de “Glee” como Mercedes, não citou o caso diretamente, mas menos de uma hora após a declaração de Samantha, postou dois gifs que davam a entender que ela sabia muito bem do que rolava nos bastidores.

O mesmo aconteceu com Melissa Benoist, a “Supergirl”, que interpretou a Marley na quarta e quinta temporada da produção. Apesar de não ter citado o caso, ela também pareceu concordar com a postura da intérprete de Rachel Berry ao curtir a publicação de Samantha, de Amber e de Alex no Twitter.

Melissa demonstrou apoio à Samantha no Twitter (Foto: Reprodução)

As manifestações de outros atores de “Glee” não pararam por aí. Billy Lewis Jr., que fazia o interesse amoroso de Samantha, Mason McCarthy, mandou uma resposta em apoio à colega de elenco. Dabier, ator preto que fez uma participação na quinta temporada, foi outro que respondeu ao tuíte de Lea sobre Floyd. “Garota, você não deixava eu me sentar na mesa com outros membros do elenco porque ‘eu não pertencia ali’. Vai se f*der, Lea”, disparou.

Uma figurante também relatou ter vivido situações semelhantes. “Alguém disse baratas? Porque é assim que ela costumava se referir às pessoas em segundo plano no set de Glee. Mas nós crescemos e não continuamos em segundo plano pra sempre, então…”, escreveu Jeanté Godlock, que estrelou “DayBreak”, da Netflix.

Por fim, outros artistas pretos de Hollywood também se manifestaram. Yvette Nicole Brown, de ‘Community’, que participou da série ‘The Mayor’, ao lado de Michele, entre 2017 e 2018, afirmou: “Eu senti cada uma dessas letras maiúsculas”.

Candice Patton, de “The Flash”, não trabalhou com Lea, mas deu a entender que também já precisou lidar com racismo nos bastidores de uma série. “Meu deus… o atual estado dos negócios têm trazido tanto drama para nós”, lamentou. Com Lesley-Ann Brandt, de “Lucifer”, foi a mesma coisa. “Como eu disse. Os tentáculos racistas de Hollywood são profundos. Eu sinto muito que você teve que passar por isso”, comentou.

Até a publicação desta matéria, Lea Michele ainda não havia se pronunciado sobre as acusações.