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Araçatuba: Suspeito de financiar mega-assalto é preso e revela valor de logística da ação; saiba detalhes

Na madrugada desta quarta-feira (8), a Polícia Civil anunciou que prendeu um homem acusado de ser o financiador do mega-assalto que aconteceu em Araçatuba, interior de São Paulo, no final de agosto. O suspeito é apontado como diretor financeiro da estrutura que permitiu o ataque na cidade, segundo agentes do Departamento de Investigações Criminais.

A polícia informou que o nome do homem é Paulo César Gabrir, de 33 anos. A prisão ocorreu em Sorocaba, também no interior de São Paulo. O suspeito já tinha passagens por roubo e homicídio, conforme informações dos oficiais. Com ele, os policiais encontraram dois carros de luxo e documentos sobre o crime organizado, indicando que as atividades aconteciam em vários estados do país.

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Homem é suspeito de envolvimento em assalto em Araçatuba. (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Informalmente, o suspeito informou que a logística do ataque teria custado R$600 mil. Além de Paulo, também foram abordados sua esposa, Michele Maria da Silva, de 40 anos, foragida por envolvimento com tráfico de drogas, e Emerson Henrique Dias, de 25, que tinha passagem por roubo. Todos foram autuados por organização criminosa.

Para chegar até o homem, a equipe de polícia investigou informações que tinha sobre um indivíduo que levava uma vida de luxo e alto padrão de consumo, ostentando carros muito caros. O suspeito ainda teria afirmado para pessoas próximas sobre a possibilidade de um ataque à Araçatuba.

A polícia realizou, então, uma busca na residência de Gabrir, onde encontraram grande quantidade de material de contabilidade relacionado a uma facção criminosa. Ainda não foi descartada a suspeita, inclusive, de que o acusado tenha participado ativamente do mega-assalto.

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Noite de terror em cidade paulistana

No início da madrugada do dia 30 de agosto, moradores de Araçatuba, região noroeste do estado de São Paulo, viveram momentos de terror após criminosos altamente armados atacarem três agências bancárias do centro da cidade. Segundo a Polícia Civil, três pessoas morreram, sendo dois moradores e um criminoso, e mais cinco pessoas ficaram feridas. Seis suspeitos foram presos.

A cidade, de cerca de 200 mil habitantes, conta com uma maior concentração de bancos no centro. Entre ataque às agências, tiroteio e fuga, a ação dos assaltantes durou duas horas. Após o roubo, o grupo de cerca de 20 bandidos saiu pelas ruas em dez carros efetuando disparos, abordando pedestres e motoristas e os fazendo de reféns. Eles ainda cercaram bases da Polícia Militar e viaturas.

Imagens que circularam pelas redes sociais mostram que algumas vítimas foram feitas de “escudo humano” para proteger os criminosos e seus veículos. De acordo com as autoridades, o grupo se utilizou de drones para monitorar a resposta dos policiais à ação. Eles também fecharam entradas da cidade com veículos em chamas para dificultar a chegada de equipes ao local, e ainda espalharam explosivos por Araçatuba.

Alguns dos criminosos fugiram em direção ao bairro Taveira, região rural, momento em que aconteceu um confronto com a polícia. Um assaltante morreu e outro ficou baleado, sendo levado para a Santa Casa.

Vítima dá detalhes

Um dos reféns contou que voltava de uma festa quando foi abordado pelos criminosos. “A gente achou que era uma blitz. Eles pararam o carro, eu tive que mostrar a minha barriga, me jogaram no chão… Sequestraram a gente. Apontaram a arma na minha cara várias vezes, eu tive que implorar pela minha vida. Consegui escapar, porque senão eles iam me matar“, descreveu o rapaz à GloboNews.

Sobre sua fuga, ele explicou: “Eu implorei pela minha vida, mostrei minha cintura e eles viram que eu não tinha nada. Consegui sair correndo e entrei em um hotel… Eles estavam muito armados“. Veja mais registros de moradores:

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