Vídeo: Laura Neiva lembra de como descobriu diagnóstico de epilepsia, recorda crises e convulsão na gravidez, e revela que teve vergonha da doença; assista!

Papo sério! Nesta semana, Laura Neiva detalhou sua luta ininterrupta com a epilepsia. A atriz recordou de como descobriu que portava a doença, e abordou a vergonha que sentia do assunto antes. Meses após o nascimento de Maria, sua primeira filha com Chay Suede, ela também relatou experiências difíceis, como as convulsões durante a gravidez.

Segundo Laura, desde os 14 anos, ela sentia como se “saísse do corpo e voltasse” às vezes. A sensação inusitada – chamada de aura – foi explicada aos 19 anos, quando ela foi diagnosticada com a epilepsia. “Eu descobri que era epiléptica quando tinha 19 e tive minha primeira convulsão. Estava em casa e fui levada para o hospital. Fiz vários exames e fui diagnostica como epiléptica congênita, ou seja, eu nasci com a doença”, afirmou ela no vídeo em seu Instagram.

Durante um vídeo no Instagram, Laura Neiva lembrou que já sentiu vergonha de ter epilepsia. (Fotos: Reprodução/Instagram)

Após o diagnóstico, Laura percebeu que essa aura sempre antecedeu todas as suas convulsões: “É como se fosse um aviso do meu cérebro”. Então, quando nota a sensação novamente, ela sabe o que há de vir. “Quando sinto isso é a hora que tenho que sentar ou avisar alguém. Todo mundo que convive comigo sabe que eu sou epiléptica e que tomo remédio, sabem qual o nome do meu remédio. Eu acho que é importante avisar às pessoas, falar para todo mundo e não ter vergonha”, ela continuou.

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Vergonha da doença

Apesar disso, nem sempre foi assim. “Por muito tempo eu tinha vergonha. Primeiro de dizer que eu tinha uma doença”, lembrou. Esse receio bloqueava Laura até mesmo de tomar a medicação prescrita. “Tinha muita dificuldade de tomar remédio, porque não achava possível, achava que meu corpo não ia dar conta de lidar com isso sozinha, que eu ia ficar dependente”, confessou Neiva.

Laura Neiva e o marido Chay Suede. (Foto: Getty)

Contudo, alguns acidentes causados pelas crises contribuíram para que ela mudasse de atitude. “Acabei deixando de tomar o remédio quando descobri. As crises foram piorando, tive alguns acidentes, até que aconteceu uma situação grave e percebi que o remédio estava ali para me ajudar e me salvar. Desde então tenho consciência dos riscos que posso colocar à minha vida”, completou.

A família de Laura também teve medo do que as crises de ausência – provocadas quando a medicação não era administrada – poderiam acarretar. “Ficavam com medo de eu dirigir, medo de eu ficar sozinha e tomar banho. Depois que percebi dos riscos que eu podia causar, eu comecei a tomar remédio”, lembrou a artista.

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Crises na gravidez

“Tava tudo controlado, até que chegou a minha gravidez”, revelou Laura. “Eu sabia que, durante a gravidez, muitas mulheres melhoram da epilepsia, por causa das alterações hormonais. Mas algumas mulheres relatam que pioraram. Esse foi o meu caso. Aumentaram muito as minhas crises de ausência e as minhas convulsões mesmo tomando a dosagem de remédio que eu costumava tomar”, citou ela.

A gravidez fez com que as crises e convulsões de Laura Neiva aumentassem. (Foto: Reprodução/Instagram)

A intérprete de Betina no remake de “O Rebu” mencionou que teve de tomar um “combo” de remédios, para evitar que algo grave acontecesse durante a gestação. “Como eu estava correndo risco – porque eu podia cair em qualquer lugar, podia me machucar – a gente preferiu adicionar outro remédio do que correr outro risco”, relatou. Mas as coisas melhoraram após o nascimento de Maria: “Depois que eu pari, as crises foram melhorando, e hoje tá mais controlado”.

Preconceito

No seu vídeo, Laura quis conscientizar sobre o preconceito que, geralmente, pode acometer pessoas com epilepsia por causa das suas convulsões e espasmos. “Existem pessoas que acreditam que isso pode ser uma intervenção espiritual. Independente do que você acredita, eu acho importante a gente procurar um médico, fazer exame e saber se existe alguma causa física”, recomendou.

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Laura também alertou sobre o socorro de pessoas epilépticas durante uma crise, pedindo que ninguém coloque a mão na boca de alguém que estiver sofrendo uma convulsão. Ela deu mais dicas: “Não tenta conter o corpo da pessoa. Você não vai conseguir e só vai machucar a pessoa. Proteja a cabeça dela com uma almofada, ou seu colo. Proteja o corpo dela deitando no chão, ou numa cama, num sofá e espera passar. Não vai durar muito tempo. Ou chama um socorro, uma ambulância”. Dicas preciosas!

Assista ao vídeo aqui: