Caso Henry: Maria Beltrão chora ao vivo na GloboNews ao noticiar relato de tortura: “Difícil de se qualificar ou definir”; assista

Maria Beltrão não conteve as lágrimas nesta quinta-feira (8), ao comentar os últimos desdobramentos do caso Henry Borel. A apresentadora teve dificuldades para iniciar o “Estúdio i”, após acompanhar a coletiva de imprensa da polícia – que revelou que a mãe do menino sabia de uma sessão de tortura aplicada pelo padrasto dele, o vereador Dr. Jairinho.

Ao final do “Jornal das Dez”, na GloboNews, Cecilia Flesch passou a bola para a colega, que daria início ao “Estúdio i”. “Maria, é muito difícil a gente acompanhar tudo isso, um caso muito sensível, especialmente a nós que somos mães”, encerrou a jornalista. Mas Beltrão logo começou a chorar, sem graça pela situação: “É, Cecilia querida, um bom trabalho aí para você… É, a gente está falando de uma realidade inominável. A gente está falando de… Ih, vou chorar já”.

Maria Beltrão não conteve o choro ao noticiar os desdobramentos da morte de Henry Borel. (Foto: Reprodução/GloboNews)

Bastante abalada, a âncora tentou narrar seu texto, mas teve muita dificuldade. “A gente está falando de algo difícil de se qualificar ou definir. O que a Cecilia acabou de mostrar, o que essa entrevista coletiva mostrou… E desculpa se eu estou emocionada, a gente vive em uma época difícil, né?”, disse ela, com a voz muito embargada.

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“O que essa entrevista coletiva mostrou, com essa troca de mensagens… É muito sério, muito triste. Então, eu peço licença, eu vou pedir um intervalo. Estamos aqui, eu, [André] Trigueiro e [Octavio] Guedes… Desculpem o meu descontrole emocional”, completou ela, que logo foi apoiada pelos colegas de bancada. Os comentaristas prosseguiram com a programação, enquanto ela se recompunha. Assista ao vídeo abaixo:

Pouco depois, vários espectadores e internautas demonstraram sua solidariedade à jornalista. Muitos também elogiaram a sensibilidade de Beltrão, que não esconde seus sentimentos nas mais duras notícias. Alguns ainda lamentaram a barbaridade do caso. Veja reações abaixo:

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Entenda o caso

O motivo do abalo de Maria Beltrão foi uma coletiva de imprensa realizada na tarde dessa quinta-feira (8), na qual a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a babá do menino Henry Borel, morto no dia 8 de março, avisou à mãe da criança, a professora Monique Medeiros, que o garoto vinha sofrendo uma “rotina de violência” por parte do vereador Dr. Jairinho, namorado dela.

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As autoridades tiveram acesso ao celular de Thayná de Oliveira e encontraram trocas de mensagens, na qual a funcionária alertava a professora sobre as agressões. Embora o inquérito ainda não tenha sido concluído, a polícia acredita que Henry foi assassinado, e aponta Jairinho e Monique como suspeitos de homicídio duplamente qualificado – com emprego de tortura e impossibilidade de defesa da vítima.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros foram presos nesta quinta, suspeitos de atrapalharem investigações da morte de Henry Borel. (Foto: Reprodução/Record TV)

A polícia afirma que Dr. Jairinho teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra o enteado, semanas antes da morte da criança. Ainda segundo as investigações, Monique sabia de agressões, pelo menos, desde fevereiro. No dia 12 daquele mês, o vereador teria se trancado no quarto do apartamento onde o casal vivia e agredido o menino com chutes, rasteiras e golpes na cabeça.

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Os dois foram presos na manhã de hoje. Os mandados foram expedidos pelo 2º Tribunal do Júri, e o padrasto e mãe da vítima permanecerão detidos preventivamente por 30 dias. Ao chegar na delegacia, o vereador disse que tudo não passava de uma “injustiça“, segundo o jornal Metrópoles. De acordo com as autoridades, eles também são suspeitos de ameaçar testemunhas para combinar versões, atrapalhado as investigações. Até então, Jairinho e Monique negavam qualquer envolvimento com o assassinato de Henry e alegavam que o óbito teria sido decorrente de um acidente doméstico.

De acordo com a polícia, o pequeno Henry Borel teria passado por uma sessão de tortura na casa de sua própria mãe e de seu padrasto, o vereador Dr. Jairinho. (Foto: Reprodução)

Diante dos desdobramentos, a vereadora Teresa Bergher, membro do conselho de ética da Câmara, pediu nesta quinta-feira (8) que Jairinho fosse afastado do cargo de vereador do Rio de Janeiro. “[Ele] Precisa ser afastado imediatamente. Pela imagem da casa, pela credibilidade de cada um de nós vereadores e por respeito a esta criança vítima de um cruel assassinato e a toda a população que representamos”, afirmou ela ao G1.

Saiba todos os detalhes do caso, confira os prints e a íntegra das conversas da babá de Henry com a mãe do garoto, clicando aqui.