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Imagens fortes: Paciente é intubado com Covid-19 em hospital no DF e acorda com a cabeça rachada

Gente, como assim?! Que pesadelo! Um homem, que não teve a identidade revelada, registrou uma ocorrência na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), após descobrir um corte profundo em sua cabeça, feito enquanto estava intubado no hospital, tratando complicações da Covid-19. Em entrevista ao Metrópoles, divulgada neste sábado (31), a vítima desabafou sobre a sensação de não saber o que aconteceu e o fato do ferimento não ter cicatrizado de forma alguma.

No dia 3 de julho, o homem, que trabalha como porteiro e tem 44 anos, foi internado no Hospital do Paranoá após ter contraído a Covid-19. Por conta da gravidade do caso, ainda naquele dia, ele foi transferido para o Hospital Regional da Asa Norte. “Fiquei no Hran durante três dias, onde cheguei sem nenhum corte na cabeça. Em 5 de julho, tive de ser intubado, pois estava com falta de ar e com o pulmão muito comprometido”, explicou.

A vítima alegou que recebeu uma forte sedação, e mesmo intubado, ele foi transferido para o hospital Daher, também no Distrito Federal. A esposa do paciente o acompanhou na chegada à instituição e descobriu o corte. “Minha esposa comentou que ao chegar no Daher eu já apresentava esse corte na cabeça. Mesmo assim, fiquei seis dias na UTI. No dia 10 de julho, fui extubado e, quando acordei, o médico me perguntou sobre o corte na cabeça. Eu não soube explicar porque cheguei no Hran sem corte e não relataram sobre o corte na cabeça para minha esposa”, afirmou.

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O paciente permaneceu por 10 dias no hospital Daher, esperando uma vaga na emergência de algum hospital público. Em 22 de julho, o porteiro conseguiu ser transferido para o Hospital do Paranoá, onde ficou até receber alta e ir para casa, no último dia 26. “Desde então, venho lutando com esse corte, que não cicatriza e ninguém diz o que o provocou. Espero que a polícia consiga chegar a essa resposta”, disse.

[Alerta! Imagens muito fortes!]

Além de tudo, o ferimento afetou diretamente a vida profissional e a autoestima do homem. “Tive que passar a trabalhar de touca, pois, a todo instante, alguém passava pela portaria e perguntava o que havia ocorrido com a minha cabeça. Isso me deixa extremamente constrangido. A impressão é que tentaram fazer uma lobotomia malsucedida”, teorizou.

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Em nota, a Secretaria de Saúde do DF alegou que o corte não teria ocorrido nas dependências de hospitais da rede pública. “A direção do Hospital Regional da Asa Norte afirma que desde a entrada do paciente até a sua saída não foi constatado nenhum corte na cabeça, conforme está sendo afirmado. A direção assegura que esse corte não ocorreu nas dependências da unidade”, compartilhou. O caso será encaminhado para uma das unidades circunscricionais da Polícia Civil do Distrito Federal.